sexta-feira, 22 de junho de 2012

O amor despercebido


Era uma vez em um reino Del Montero, uma linda jovem dos olhos azuis, Deneve, que se casou com seu amado o soberano rei Jorge. Dessa relação de alegria e amor nasceram as suas primeiras filhas, três lindas e trigêmeas filhas. Bela, Aurora e Cindy tinham olhos azuis, eram totalmente iguais a sua querida mãe, porem dês de pequenas eram orgulhosas, soberbas e egoístas.
Certo dia o rei Jorge sai para a batalha deixando sua rainha e suas filhas protegidas no seu glorioso castelo. No dia seguinte Deneve descobriu que estava novamente grávida! Mas dessa vez resolveu não contar para o rei, seria uma grande surpresa. Nove meses depois, em meio à guerra nasceu uma menina Carmem: morena, dos olhos azuis, dos cabelos negros e lisos. Vendo a menina os conselheiros de Deneve aconselharam que para o bem do povo e da própria criança que Carmen fosse levada para terras distantes e escondida até que tudo fosse resolvido. E assim foi feito Carmem foi levada e adotada por uma pobre e miserável família, de pessoas semelhantes a ela, assim ninguém desconfiaria que ela fosse à princesa de um grande reino.
Depois de um tempo foi decidido que por questão de vida ou morte Carmem deveria continuar ali, e cresceria como uma jovem comum e normal.
Dezesseis anos mais tarde Carmem se tornara uma linda garota, porem diferente das outras. Morando no meio da floresta ela aprendeu a cavalgar, lutar, atirar, caçar, porem era delicada e amava a quem ela achava ser seus pais. Estava ela a passear na floresta quando viu alguém a pegar algumas frutas das árvores que seu pai cultivara com muito esforço. Vendo-o sem pensar em quem poderia ser  atacou-o , derrubando-o do seu cavalo disse-lhe: - como ousa roubar o alimento que o  que meu pai com tanto esforço cultivou! Esbofeteando-o para que ganhasse juízo. Quando finalmente ele levantou e ela pode olhar nos seus belos olhos, escondidos no rosto de uma das criaturas mais bela da face da terra, que era o príncipe do reino em que vivia- Montanhas de Diamante, o príncipe Erick. Rapidamente ela se prostrou implorando seu perdão e pedindo-lhe por sua vida. Então ele disse: - não estou aqui pra machucar ninguém, muito menos um criatura tão bela e forte-  falou dando um leve e lindo sorriso no final- você podia fazer parti do meu exercito, sabia?- falou no tom de brincadeira. Ela lhe pediu que  passa-se um tempo com a sua família, ele não pode recusar. Erick contou a Carmem que estava ali apenas de passagem, que iria para um reino distante onde seu pai o esperava para uma grande surpresa.
Eles passaram uma semana juntos para que percebesse algo diferente, algo que nunca teriam experimentado, boa, porem, dolorosas. No sétimo dia bem cedinho, já descansado o príncipe se despediu dos pais de Carmem agradecendo por sua ótima hospedagem e depois se dirigiu a ela. Carmem estava sozinha do lado da floresta pensando em como seria após a ida do seu príncipe encantado, quando Erick se aproximou e disse: - vim te agradecer pela sua ótima hospedagem, e sua graciosa presença. –eles trocam um olhar- virei te visitar sempre que puder, achei você uma garota muito sincera. Eles param e pensam, algo manda eles dizerem o que senti um pelo outro então ele diz:- quero-te ao meu lado todas as horas, minutos e segundos-  pegando sua mão delicadamente e dando um leve beijo em sua suave mão. Ela timidamente sorrir e consente como se dissesse – e eu estarei- porem o seu sorriso valeu mais do que mil palavras. Ele se vira e sai sem dizer adeus, mas sim até logo, monta o seu cavalo e continua o seu destino sem nunca olhar para trás.
Uma semana mais tarde estava Carmem sozinha na cidade a fazer troca de alguns alimentos, quando de repente apareceram centenas de cavaleiros do Reino Del Montero no pequeno vilarejo. Saíram destruindo tudo o que viram pela frente, escolhendo alguns para servirem como servos. Vendo a sua pela juventude os cavaleiros Del Montero escolheram Carmen, para que fosse levada para servir no castelo. Ela até pensou em tentar escapar, mas seria seu fim.
Após um dia inteiro de caminhada Carmem chegou ao seu destino. Fortes muralhas, grande fortaleza, grandioso castelo, tudo isso fazia parte do magnifico Reino Del Montero. Ela foi levada ao castelo ferida e suja, onde ate a brisa era quente e o fogo era frio. Na manhã seguinte Carmem foi servir a comida na mesa da majestade. Quando ela entrou na sala viu algo de estranho, uma pessoa que ela conhecia: o Príncipe Erick. Quando ela o viu seu coração bateu mais forte, suas mãos tremiam e seus olhos lagrimejaram; o que ela mais temia aconteceu tudo que estava na sua mão como ar, caiu no chão. Imediatamente todos os que estavam na mesa ( que nada mais era do que o Rei Jorge, Deneve, as três princesas, o Príncipe Erick, e o rei de Montanhas de Diamante), olharam para ela, um soldado estendeu sua mão para bater em seu delicado rosto, quando uma voz muito conhecida gritou: ­-NÃO!!!. Fez-se um grande silencio e a mesma voz anterior ordenou que a soltasse que ela deveria ser tratada como uma rainha e se alguém triscasse um dedo nela ele próprio mataria. Todos como se ele fosse o próprio rei na mesma hora o obedeceu.
Carmem foi acolhida e bem tratada. Mais tarde ela recebeu um convite do Príncipe Erick que fosse dar um passeio com ele no jardim, ela foi. Chegando lá Erick a cumprimentou, de um modo que a fez se sentir uma rainha. Depois de um tempo conversando sobre besteiras Carmem foi direto ao ponto e disse:
- o que vossa MAJESTADE esta fazendo aqui?
- por favor, me chame de Erick- falou-lhe educadamente- lembra que eu te disse que eu estava só de passagem e que meu pai tinha uma surpresa pra mim?
-sim. – falou demonstrando ansiedade. - o que era?
- você sabe que os reinos Del Montero e Montanhas de Diamante andam em guerra, colocando a vida de centenas de pessoas em risco. Um acordo diplomático foi proposto: que eu me case com uma das filhas do Rei Jorge.
Carmem fez uma cara de espanto como se ainda não compreendesse, e depois de cinco segundos sua face se transformou em tristeza.
- Carmem...
- até hoje a noite no baile... –se segurando para não chorar na frente dele.
Carmem andando apressadamente sai em direção ao seu quarto, onde chorando passou suas próximas horas.
Estava Carmem deitada em seu leito chorando quando alguém bateu na porta,ela permite que esse alguém entre. Era uma anciã, de idade bastante avançada que disse:
- há tempos que eu tento dormir e você não deixa como esse chororô. Diga-me criança o que é que te deixa tão aflita?
Carmem tenta não contar o que lhe aconteceu, mas com muita insistência dela, ela acaba contando. A rica anciã pensa e diz:
- vá conquiste-o, hoje à noite no baile.
- mas não tenho roupa, muito menos assessório- diz voltando a chorar.
- não se preocupe isso é só acessório. eu cuido disso. Eu tive uma filha há muito tempo atrás, que ainda jovem faleceu de uma doença ainda muito desconhecida. Ela deixou para trás um lindo vestido, ao qual ninguém nunca usou, nem ela. Eu te empresto.
-Muito obrigada não sei como te agradecer!
- seja feliz essa será a minha recompensa. -falou a simpática senhora.
O baile foi marcado para as seis horas, mas Carmem chegou apenas às sete. Quando ela chegou todos olharam para ela. O príncipe estava dançando com a terceira princesa, mas quando ele a viu, se apressando pediu-lhe a sua mão para uma dança. O Príncipe Erick e Carmem dançando, todos pararam e ficaram admirando aquela linda paisagem. Erick se aproximando do ouvido de Carmem falou suavemente:
-você esta linda, porque você correu quando eu te disse que teria que me casar com uma das princesas?
Ela diferentemente das outras vezes que o silencio ou um sorriso fora a resposta; pela primeira vez respondeu, com duas palavras:
- porque dói.
Então percebendo que o sentimento do seu coração era correspondido pelo dela, como em um suspiro de desespero disse:
- eu te amo.
E como se dissesse que no meio de uma guerra: agora estava tudo bem ela disse:
-eu também.
As trombetas tocaram, todos param de dançar, o rei Jorge acompanhado pelo rei de Montanhas de Diamante aparecendo na parte alta do salão de festa(que tinha um grande comprimento) e disse:
- meu povo, hoje é um dia marcante para a história do nosso povo, há muito tempo os reinos Del Montero e Montanhas de Diamante tem sofrido com incessantes guerras, o que tem levado a milhares de mortes no nosso reino. E visando a melhoria e crescimento, dos dois reinos decidimos fazer uma união dos reinos pelo Príncipe Erick e a Princesa Aurora.
O príncipe Erick ergueu sua voz e disse:
- eu não irei me casar com a princesa Aurora. Meu coração pertence à outra, não irei passar o resto da minha vida com alguém que não gosto. Irei me casar com Carmem porque a amo.
No mesmo instante que Aurora ouviu isso, mandou aos guardas que prendessem Carmem, ai o príncipe disse:
- solte-a! Solte-a! Abro do meu reino, da minha coroa, da minha posição e de ser príncipe por amor a ela!
A sabia rainha Deneve aproximou dela e após observá-la disse:
-onde você mora? E qual é seu nome?
- moro em terras distantes perto do reino Montanhas de Diamante, e meu nome é Carmem vossa majestade. - falou em apuros.
 Então a rainha olhou em seus olhos e reconhecendo aqueles olhos azuis, pele negra e cabelos lisos, não era iminente o que iria acontecer, mas ela a abraça dizendo: - filha!
Um dia anterior ao dia em que Carmem teria sido seqüestrada, os seus pais adotivos lhe contou que ela não era filha deles de verdade, mas sim de outros. Como seus pais não quiseram contar quem seria seus verdadeiros pais, Ela foi à cidade não para trocar alimentos e sim para encontrá-los. Então Carmem, que agora entendia tudo, disse:- mãe!
- por tanto tempo eu te procurei. Rei Jorge! Rei Jorge essa é a nossa filha que você não teve oportunidade de conhecer! Vês ela!
Agora, todos se abraçam. Todos choram.
Uma semana de festa depois o príncipe Erick, aproximando-se do rei Jorge disse:
- gostaria de pedir a mão de sua filha em casamento.
- você a ama?- disse o rei.
- de todo coração, eminente.
- você o amo?- falou direcionando a sua filha mais nova.
- de toda alma. - quase chorando.
- eu não poderia diferir, mas sim deferir, então eu concedo, com muita alegria.
Como em toda historia de amor, eles se casaram em um grande casamento tocado em si maior- a nota da alegria, e trocaram um beijo de amor. E em como em todos os contos de fadas: eles viveram felizes, para sempre.

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